Em meio à entrevista coletiva de apresentação do técnico Bruno Lage, o acionista majoritário da SAF do Botafogo, John Textor, falou sobre Luís Castro. O empresário reforçou a amizade que mantém com o atual treinador do Al-Nassr, da Arábia Saudita.
Aos seus olhos, não há como julgar a decisão de Castro em partir para o clube árabe.
- Se Cristiano Ronaldo me ligasse e falasse: "Pega um avião e vem para Riyad", eu provavelmente também iria. Eu nunca tratei o treinador como um treinador. Ele era um parceiro. Chegamos aqui juntos e eu falava com ele como um amigo. Quando chegaram os sauditas, eu sabia do risco porque vejo a influência do dinheiro saudita no mundo e nos esportes - e frisou:
- Como dono, eu pensei "como ele pode sair no topo da tabela?". Como amigo, eu falei para ele que entenderia a saída devido ao dinheiro e à oportunidade - completou.
Embora tenha lamentado a saída de Castro, Textor passou a olhar um novo horizonte no Alvinegro.
- Nem tudo é perfeito, eu tinha muita confiança no vestiário. Eu falei que ele era bom e não iria demitir. Cada treinador desenvolve de um jeito. O Caçapa chegou, olhou o Carlos Alberto, e questionou: "Como ele não está jogando?" Mudanças podem ser positivas. O Bruno está disposto a chegar, é um novo momento e um novo começo - afirmou.
O Botafogo vai a campo logo mais na Argentina, para encarar o Patronato, pelo playoff das oitavas de final da Copa Sul-Americana, às 19h. Bruno Lage desejou boa sorte a Cláudio Caçapa, que comandará a equipe.