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Dois anos de Mário Bittencourt no Fluminense: relembre fatos marcantes e confira um balanço da gestão

Nesta terça-feira, o mandato do presidente Mário Bittencourt, do Fluminense, completa 2 anos. Com isso, o LANCE! decidiu relembrar momentos marcantes e fazer um balanço da gestão até o momento. Quais foram as medidas do mandatário? O que mudou nesse período? Confira as mudanças nas diversas esferas: financeiras, salariais, o atrito com Celso Barros, as contratações, o desempenho do time, e as promessas de campanha.
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No dia 8 de junho de 2019, Mário Bittencourt foi eleito presidente do Fluminense para um mandato de três anos e meio. O advogado bateu o adversário Ricardo Tenório nas urnas e teve 2225 votos, a maior quantidade na história das eleições tricolores com uma chapa ao lado de Celso Barros, presidente da Unimed-Rio. Celso acumulou funções no início da gestão, sendo vice-presidente geral e vice de futebol.
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No entanto, a relação entre Mário e Celso esfriou, e o então vice de futebol tricolor se afastou da chapa. As divergências entre presidente e vice se tornaram públicas, sobretudo quando o assunto era a contratação do treinador Marcão no segundo semestre de 2019 e também em 2020. No ano passado, Celso Barros alfinetou a contratação em suas redes sociais em algumas oportunidades e chegou a mandar recado para o zagueiro Thiago Silva, um dos defensores da permanência de Marcão no comando tricolor na época.
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Com a paralisação do futebol em março de 2020 em virtude da pandemia global de Covid-19, Mário Bittencourt entrou na linha de frente contra o retorno precoce do esporte no país. O Fluminense foi uma das vozes mais ativas nesta discussão e o mandatário chegou a deixar o grupo de WhatsApp com os demais presidentes de clubes e a federação. Ele chegou a ter embates incisivos com a federação na época.
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Internamente, o Fluminense não sofreu com demissões de funcionários durante a pandemia, o que aconteceu com os rivais Botafogo e Vasco. Foi também o primeiro carioca a chegar a um acordo de redução salarial com os jogadores, além de enxugar os gastos com a diminuição voluntária de 15% dos vencimentos de gerentes, diretores e prestadores de serviços, que tomaram a medida justamente para preservar os salários e empregos de quem ganha menos.
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Uma das tarefas mais complicadas da gestão era colocar os salários em dia. E até o momento apenas a folha de maio, que venceu no último dia 5, ainda está em aberto. Para esta temporada, o Fluminense espera um alívio no caixa com a participação na Libertadores e na Copa do Brasil. A ida às oitavas de final da competição continental rendeu cerca de US$ 1,05 milhão (cerca de R$ 5,5 milhões na cotação atual) em premiação. Vale ressaltar que por ter passado direto para a fase de grupos, o Flu já havia recebido aproximadamente R$ 16 milhões.
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Em um ano marcado pela pandemia e a ausência da torcida nos estádios, o Fluminense registrou um déficit de R$ 2,9 milhões, como mostrou o balanço financeiro publicado em maio. Contudo, o Tricolor conseguiu reduzir o prejuízo em 68,8% em relação à 2019 - quando fechou o balanço com déficit de R$ 9,3 milhões. Já o passivo que envolve a dívida total, no entanto, subiu de R$ 718,866 milhões para R$ 768,835 milhões.
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Também de acordo com os números desse balanço, o clube viu sua receita operacional líquida cair em 27% - de R$ 250,018 milhões em 2019 para R$ 183,416 milhões em 2020 -, por conta da dificuldade de atrair patrocinadores e a perda de receitas de bilheterias.
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A atual gestão criou um portal de transparência no site do clube, uma das promessas da campanha. Além disso, apostou no programa sócio-torcedor com o desenvolvimento de um esquema de pontuação e resgates em produtos e experiências.
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Atualmente, o Fluminense tem o número de 31.586 sócios adimplentes (bons números diante da crise instaurada devido à pandemia). É preciso destacar que a torcida tricolor fez uma mobilização em prol do aumento do número de sócios, algo que surtiu efeitos financeiros para o clube carioca.
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De acordo com o balanço financeiro do terceiro trimestre de 2020 divulgado no Portal da Transparência, o Flu lucrou quase R$ 7,9 milhões com o programa de sócio-torcedor. No segundo trimestre, o valor foi de cerca de R$ 5,4 milhões. Para se ter noção do tamanho do aumento, o Tricolor embolsou R$ 2,8 milhões no primeiro trimestre, quando ainda não havia tido a campanha de associação em massa. A verba é fundamental para os cofres neste momento.
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Após três anos sem patrocínio master, o Fluminense assinou com a Betano, plataforma internacional de apostas esportivas. O contrato é de cerca de R$16 milhões e será válido por duas temporadas. Vale lembrar que a empresa patrocinou o Campeonato Carioca 2021 e também é a principal patrocinadora do Atlético Mineiro, assim como de outros clubes da Europa. Com isso, o presidente Mário Bittencourt solucionou uma das promessas de sua campanha, que sempre foi tema de discussão em coletivas e entre os torcedores.
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Dentro de campo, os resultados não foram satisfatórios no primeiro ano de gestão com a equipe sendo eliminada pelo Unión de La Calera na Copa Sul-americana 2020, pelo Atlético-GO na Copa do Brasil do mesmo ano, e sendo vice do Carioca para o Flamengo. Nesta época, o Fluminense havia contratado jogadores como: Caio Paulista. Danilo Barcelos. Egídio. Felippe Cardoso. Fernando Pacheco, Fred. Henrique. Hudson, Yago Felipe, Michel Araújo, Wellington Silva e Lucca.
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No dia 31 de maio de 2020, o Fluminense anunciou o retorno do ídolo Fred, uma das promessas da campanha do presidente. O retorno do ídolo contou com muita festa da torcida, apesar da pandemia e a ausência dos tricolores nos estádios.
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Contudo, com o retorno do técnico Marcão na parte final da temporada 2020, o time construiu uma arrancada e garantiu uma vaga na fase de grupos da Copa Libertadores 2021 (ao terminar na quinta colocação). A equipe ficou sem perder as últimas nove rodadas do Campeonato Brasileiro 2020.
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Em sua gestão, Mário decidiu apostar na volta do time Sub-23 capitaneado por Paulo Angione. A ideia dividiu parte da torcida que compartilha de duas opiniões diferentes. Os benefícios de ter os jogadores que não tem oportunidade nos profissionais, mas estouraram a idade do sub-20, ou a critica aos altos custos de manter uma equipe como essa.
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Uma das estratégias da equipe foi mesclar os mais experientes do grupo com jovens de Xerém. O uso da base historicamente é comum no Fluminense. Na temporada 2020, Calegari, Marcos Paulo, André, John Kennedy, Samuel e Martinelli tiveram oportunidade de mostrar seu futebol. Ativos do clube que podem dar tanto o retorno esportivo, quanto financeiro ao clube carioca.
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Na base, as equipes seguem vitoriosas e trazendo troféus para o Fluminense na atual gestão como foi o Campeonato Brasileiro Sub-17. O Tricolor tem uma fábrica de jovens promessas em Xerém, e o mandatário afirmou que a prioridade passa pela atenção ao processo de renovação de contratos, para evitar a saída dos jovens sem que o Flu tenha o devido retorno.
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Um dos jovens vendidos na gestão foi o centroavante Evanilson. Com direito federativo pertencente ao Tombense, o jogador assinou com o Porto e o Fluminense, que detém 10% do atacante, mas com a taxa vitrine (20%) ficou com 30%, levou cerca de R$ 13,5 milhões do negócio.
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Por outro lado, o atacante Marcos Paulo deixará o Fluminense a custo zero no final deste mês. A direção não conseguiu negociar o jogador, nem uma taxa de vitrine, e ele assinou pré-contrato com o Atlético de Madrid. O atleta não vem mais atuando com a camisa tricolor e terminará seu contrato no dia 30 deste mês.
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Para a temporada 2021, a diretoria do Fluminense contratou o técnico Roger Machado. A aposta é na sua identificação com o Tricolor (fez o gol do título da Copa do Brasil 2007) e na carreira vitoriosa.
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Na temporada 2021, o Fluminense contratou oito jogadores. Entre eles: Wellington, Abel Hernández, Raúl Bobadilla, Manoel, David Braz, Samuel Xavier, Cazares e Rafael Ribeiro. Deixaram o clube: Felippe Cardoso, Wellington Silva, Dodi, Pablo Dyego, Rodolfo, Matheus Alessandro, Orinho.
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Nas duas temporadas, os treinadores apostaram na base tricolor. Atletas como Calegari, Martinelli, Kayky e Gabriel Teixeira começaram a se destacar. Outros têm muito futuro como Metinho, Matheus Martins, Miguel, entre outros. Todavia, Kayky e Metinho já foram vendidos ao grupo do Manchester City, e terão apenas uma temporada para dar retorno esportivo ao Tricolor. O Flu passa por uma fase de reestruturação financeira e a saída de jovens atletas é quase que inevitável.
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O time não teve sorte no sorteio da primeira fase da Libertadores e enfrentou um grupo composto por River Plate (ARG). Inpendiente Santa Fe (COL) e Junior de Barranquilha (COL). Contudo, a equipe surpreendeu a todos e terminou com a primeira colocação do grupo vencendo o River no Monumental. Nas oitavas, o adversário será o Cerro Porteño (PAR) com dois duelos em julho após a Copa América. Além do retorno esportivo, com o Flu tendo destaque na competição continental, o retorno financeiro é alto como já foi mostrado nesta galeria.
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Na Copa do Brasil, o Fluminense venceu o primeiro jogo contra o RB Bragantino por 2 a 0 e poderá se classificar mesmo se perder por uma diferença de um gol em Bragança Paulista. Caso garanta a vaga, o clube receberá R$ 2,7 milhões de premiação. No Carioca, o Tricolor chegou à final, mas foi novamente vice para o rival Flamengo.
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Uma das promessas de campanha da atual gestão é um projeto de revitalização da sede social e do Estádio Manoel Schwartz (Laranjeiras), além de um estudo de viabilidade de um estádio próprio. Atualmente o Fluminense é gestor do Maracanã ao lado do Flamengo.
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No futebol, havia a ideia de contratar grandes ídolos, algo que aconteceu com Fred, além de criar o Centro de Inteligência do Futebol do Fluminense, concluir as obras do CT e recuperar a hegemonia no futebol carioca, além da disputa de torneios internacionais. Para a base, independência operacional e investimento na captação, vice-presidência de futebol de base, parcerias com outros clubes e um percentual destinado a Xerém pela venda de atletas.
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Antes da divulgação dos números do balanço, o presidente Mário Bittencourt apresentou uma carta direcionada aos torcedores. Nela, reforçou que o clube está passando por uma reconstrução financeira que 'consumirá ainda alguns anos'. Ainda na declaração, Mário afirmou não ser 'mero acaso' o Fluminense estar conseguindo bons resultados esportivamente, uma vez que o clube vem 'investindo no futuro com responsabilidade'.
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Nesta terça-feira, o mandato do presidente Mário Bittencourt, do Fluminense, completa 2 anos. Com isso, o LANCE! decidiu relembrar momentos marcantes e fazer um balanço da gestão até o momento. Quais foram as medidas do mandatário? O que mudou nesse período? Confira as mudanças nas diversas esferas: financeiras, salariais, o atrito com Celso Barros, as contratações, o desempenho do time, e as promessas de campanha.

Publicado por RedacaoLance