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Sharon Nigri Prais
Rio de Janeiro (RJ)
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Isabelle Favieri
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 04/04/2025
13:00
Atualizado há 2 minutos
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Renato Gaúcho foi apresentado como o novo técnico do Fluminense nesta sexta-feira (4), em coletiva de imprensa realizada no CT Carlos Castilho. Em sua sétima passagem pelo clube, o treinador falou sobre o início de temporada do Tricolor, expectativas para 2025, como quer que o time se comporte e explicou o motivo de ter escolhido a equipe carioca.

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– Acima de tudo, muito feliz de estar aqui, né? É lógico que, em todas as competições que a gente entra, é para ganhar. Nem sempre é possível, mas a gente trabalha dia a dia pra conquistar sempre os resultados para conquistar títulos, e isso eu não vou abrir mão. Aí você me perguntar, qual é o Renato? É um pouco de tudo. O treinador tem que ser um pouco de tudo. Tem que conversar com os jogadores, trabalhar a parte tática, trabalhar a parte técnica. Esse é o trabalho do treinador, apagar incêndio. Mas acima de tudo dar liberdade, pelo menos é dessa forma que eu trabalho, dar liberdade para o jogador se expressar. Não aquele treinador que fala, fala, fala e não dá oportunidade para o outro falar. Acho que esses títulos todos que eu ganhei na minha carreira de treinador foi dessa maneira que eu trabalhei, e não vou mudar. Na hora de fazer carinho no jogador, eu vou fazer, e na hora de chamar a atenção, eu vou chamar.

O vínculo de Renato com o Tricolor é válido até o fim de 2025. Com ele, chegam também seus auxiliares Marcelo Salles e Alexandre Mendes. A estreia da nova comissão será no domingo (6), contra o Bragantino, no Maracanã. Em coletiva de apresentação, o treinador falou sobre a chegada de mais alguma reforço para a equipe.

– Sobre chegar mais algum reforço para determinada posição, isso a gente vai ver no dia a dia. Temos que ver também se o clube tem condições de contratar. Hoje em dia não é fácil você encontrar jogadores, e quando você encontra, são jogadores caríssimos. E aí entra a parte financeira do clube que eu não sei como é que é. Mas aí, eu estou trocando ideias com o presidente, com a diretoria. Sempre que a diretoria puder me dar um reforço, ele será bem-vindo. A gente nunca pode falar que o grupo está fechado. Não, daqui a pouco tem uma brecha, algum jogador jogando bola aí fora que o clube tem condição de contratar, que a gente sabe que vai chegar para nos ajudar, com certeza a gente vai tratar dele. Mas isso aí não vai ser toda hora. Mas, isso no dia a dia gente vai conversando, trocando ideia e vamos ver a resposta também que os jogadores vão me dar em todas as outras posições. E, se necessário, o próprio presidente hoje vai me ajudar.

O novo comandante revelou que recebeu propostas para assumir outros clubes durante o período livre no mercado e explicou o motivo de ter aceitado o convite do Fluminense.

– Eu tive o prazer de vestir a camisa desse clube. Tive o prazer de ajudar a conquistar o título em 95 depois de nove, dez anos que o clube não era campeão. Tive o prazer, de como treinador, conquistar a Copa do Brasil de 2007, infelizmente escapou aquela Libertadores de 2008. Eu sempre me senti em casa neste clube, como jogador e treinador.

– Eu tive convites de outros clubes. Inclusive, essa semana eu tive uma conversa com uma pessoa que pediu para não acertar com ninguém essa semana, inclusive com o Fluminense, que domingo esse clube poderia me contactar para me contratar. Eu eu aceitei o Fluminense poque aqui me sinto em casa, eu já falei. Eu tinha um desejo de voltar para o clube, trabalhar com o Mário, com o Paulo, já tive o prazer de trabalhar com ele na Seleção também, e conhecer praticamente 80% desse grupo. Eu acho que no momento que você quer, você junta o útil ao agradável, eu queria trabalhar aqui, recebi o convite, então nós não tivemos muita dificuldade para conversar e acertar.

Sobre o elenco do Fluminense

– O grupo do Fluminense é muito bom. Trabalhei com alguns jogadores, o Thiago Silva, Thiago Santos, Renê, Lima, jogadores que tenho admiração grande. O Fábio que é um dos melhores jogadores do Brasil. E temos um xerife, um líder, um cara excepcional, que é o Thiago (Silva). Importante ter jogadores assim no grupo, que agregam, que são líderes. São jogadores que conheço. Basicamente conheço 80% do grupo do Fluminense. Por isso aceitei o convite. Tenho certeza do sucesso desse grupo.

Estilo de jogo

– Gosto dos times que trabalho, da posse de bola, de preferência dentro do campo do adversário. Não gosto de arriscar tanto atrás. Tem horas que converso bastante com meus zagueiros e goleiro que, na dúvida, tem quebrar. Eu não vou arriscar. Não sou aquele treinador que se você for jogando 10 vezes, mesmo nas dificuldades, não quero que dê chutão. Não. Conversei sobre isso com meus zagueiros, com o Fábio. Na dúvida tem que quebrar. Sempre trabalho pela posse de bola, mas na dúvida não pode arriscar. Principalmente dentro ou próximo da área, um erro é fatal. Isso vem muito da característica dos jogadores, não adianta fazer se não tem característica.

➡️ Confira os números de Renato Gaúcho nas seis passagens pelo Fluminense

Renato Gaúcho é apresentado como técnico do Fluminense (Foto: Sharon Prais/ Lance!)
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