Guerra no Oriente Médio pode antecipar título de Antonelli na F1 para os EUA
Piloto italiano enfrenta dois cenários em busca de se tornar campeão na Fórmula 1
Kimi Antonelli pode conquistar o primeiro título mundial da carreira já no Grande Prêmio dos Estados Unidos. Pelo calendário original da Fórmula 1, o italiano precisa de uma combinação específica de resultados para confirmar o campeonato em Austin. Caso a guerra no Oriente Médio provoque mais mudanças na temporada, porém, a situação pode ficar ainda mais favorável ao piloto da Mercedes — a ponto de ele não precisar nem vencer a corrida norte-americana.
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Após o GP de Singapura, Antonelli chegou aos 340 pontos e abriu 102 de vantagem sobre George Russell, segundo colocado, com 238. Lewis Hamilton aparece em terceiro, com 229, enquanto Max Verstappen, Charles Leclerc e Lando Norris ainda possuem chances matemáticas de alcançar o líder.
Calendário normal exige vitória de Antonelli
Pelo calendário original, Austin será a 18ª das 23 etapas da temporada. Depois da corrida no Circuito das Américas, ainda estão previstos os GPs do México, São Paulo, Las Vegas, Catar e Abu Dhabi. Com cinco corridas restantes depois de Austin, ainda estarão disponíveis 125 pontos. Por isso, Antonelli precisa terminar o fim de semana americano com pelo menos 125 pontos de vantagem para garantir matematicamente o título.
A conta exige uma combinação de resultados. Com os atuais 102 pontos de vantagem, o italiano precisa ampliar a diferença em Austin e, para chegar aos 125 pontos necessários, uma vitória é o caminho mais direto. Além de somar os 25 pontos do primeiro lugar, Antonelli dependeria de resultados ruins dos principais rivais, especialmente Russell.
Título depende dos rivais
Na prática, o resultado de George Russell será fundamental nos dois cenários. Se o calendário seguir normalmente, a mudança é a seguinte: Kimi Antonelli precisa aumentar a vantagem de 102 para pelo menos 125 pontos.
O companheiro, então, precisaria terminar a disputa nos Estados Unidos no máximo até a nona colocação, o que lhe daria apenas dois pontos. Assim, George chegaria apenas a 240 e ficaria a exatos 125 pontos de diferença de Antonelli, que levaria a melhor no critério de desempate. A Fórmula 1 define que, em caso de empate, leva a melhor o piloto com mais vitórias na temporada.
Já no caso de Hamilton, a situação de Kimi é mais tranquila. O heptacampeão teria de receber a bandeira em quinto ou pior, o que o faria chegar a 239 pontos no Mundial – ou seja, a 126 de diferença para o líder do campeonato.
Guerra pode mudar a matemática
A situação fica diferente caso a guerra no Oriente Médio impeça a realização dos GPs do Catar e de Abu Dhabi. A Fórmula 1 já trabalha com planos de contingência para uma eventual mudança no calendário. Por enquanto, no entanto, as duas etapas seguem previstas e a categoria mantém a intenção de realizar as corridas.
Caso o cenário de crise obrigue a retirada das duas provas, a temporada pode ser encurtada. A principal alternativa discutida prevê a utilização de Ímola, na Itália, no lugar de Abu Dhabi, enquanto o GP do Catar seria retirado do calendário.
Nesse cenário, depois de Austin, restariam apenas quatro corridas: México, São Paulo, Las Vegas e Ímola. Isso significa que 100 pontos continuariam disponíveis após a etapa americana. A conta, então, muda completamente. Para ser campeão ao fim de outubro, Antonelli precisaria terminar a corrida com 101 pontos de vantagem, já que nenhum rival poderia tirar mais de 100 pontos nas quatro etapas seguintes.
Como o italiano já começa o fim de semana com 102 pontos de vantagem sobre Russell, ele poderia confirmar o título mesmo sem vencer em Austin. Bastaria manter uma diferença de pelo menos 101 pontos ao fim da etapa. Então, basicamente, ele precisa ficar à frente dos dois britânicos. Ainda assim, ambas as possibilidades criam uma situação curiosa e muito favorável para Kimi Antonelli ao fim se outubro.

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