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Lucas Borges
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 02/04/2025
09:58
Atualizado há 2 minutos
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Carlo Ancelotti, do Real Madrid, prestou depoimento ao Tribunal Provincial de Madri nesta quarta-feira (2). O técnico é acusado de fraude fiscal pelo Ministério Público espanhol, e viu o órgão solicitar uma prisão de quatro anos e nove meses por conta da polêmica.

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O comandante, segundo as alegações, omitiu mais de um milhão de euros (R$ 6,2 milhões na cotação atual) do Tesouro da Espanha, através de dois vencimentos datados de 2014, relacionados à primeira passagem pelo clube merengue. Em entrevista aos jornalistas antes de adentrar ao depoimento, o italiano reafirmou estar tranquilo e ser inocente.

- Para mim estava tudo correto. Só me preocupada em receber o dinheiro líquido nos três anos e nunca percebi ter algo errado. Nunca recebi qualquer comunicação de que o Ministério Público estava me investigando. Quando o Real me propôs o contrato, acertei tudo com o meu assessor, e não pensei que isso pudesse ser uma fraude - relatou.

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O Ministério Público local, em sua alegação, afirma que Ancelotti evitou a tributação por meio de um acordo com a Vapia Limited, empresa que cuidava dos seus direitos de imagem. Ao fechar com o Real, em julho de 2013, o italiano acertou um contrato com por um período de dez anos e valor de 25 milhões de euros. Todavia, no dia seguinte, a Vapia o nomeou como representante máximo, o que lhe possibilitou gerir todos os seus direitos de imagem.

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Em data não definida, porém posterior ao anúncio, "Carletto" reduziu o contrato da cessão para três anos e um milhão de euros. O clube merengue foi informado de que o pagamento de metade dos valores de direitos de imagem seria traçado com outra companhia, a Vapia LLP. Dentro disso, o treinador omitiu os rendimentos correspondentes à esfera dos image rights.

Carlo Ancelotti no comando do Real Madrid (Foto: Charly Triballeau / AFP)
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