
Gabi Gagliassi é jogadora profissional de vôlei do Tijuca Tenis Club e acumula mais de sete milhões de seguidores nas suas redes sociais, onde mostra sua rotina de jogadora e dá dicas sobre esporte nas redes. Em uma entrevista exclusiva para o Lance!, Gabi conta sobre sua trajetória profissional e como a internet ajudou no seu desenvolvimento dentro de quadra. Confira a entrevista completa:
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Trajetória profissional
Gabi começou a jogar vôlei com oito anos de idade e foi 'amor a primeira vista'. Desde o começo os técnicos viam muito potencial na jogadora e buscavam explorar ao máximo sua altura e facilidade com a bola. Entre os 13 e 18 anos a ponteira foi federada pelo Marechal Cândido Rondon, onde conquistou diversos títulos na base.
A atleta passou pelo Taubaté por duas temporadas, quando jogou o Paulista, e foi direto para o profissional do São Carlos, onde ficou por mais duas temporadas antes de chegar no Tijuca Tenis Club. Durante a entrevista, a ponteira contou que uma das principais dificuldades que encontrou no meio do esporte foi justamente na transição entre ser uma atleta de base e decidir ir para o profissional.
- Por incrível que pareça, o início às vezes não é tão difícil. E sim a transição entre base e profissional, que é onde a gente repensa muito. Então, a gente fica muito nesse pensamento: "Será que vai dar certo? Será que chegou a minha hora?" Foi essa fase, entre os 16 e os 18 anos. Em 2021, também tive uma fase em que eu queria parar de jogar, pois tinha passado por muitas coisas dentro de quadra, mas a transição foi a mais difícil - contou Gabi.
Gabi nas redes sociais
Gabi começou a gravar vídeos para as redes sociais durante a pandemia e começou a viralizar com pequenos tutoriais que ensinavam fundamentos básicos do vôlei.
Com o passar dos anos, o papel da internet na vida da ponteira passou a crescer junto com seu desempenho dentro de quadra. Foi assim que ela encontrou uma forma de levar o esporte que mudou sua vida para pessoas que não têm acesso fácil a escolas ou times para treinar.
- É muito gratificante eu poder mostrar o vôlei de uma forma que eu não tinha na minha época. Porque, se eu tivesse 13 anos e visse algum youtuber, na época a rede que viralizava, falando sobre isso, eu com certeza seguiria o canal. A internet fez com que eu trouxesse pessoas para o vôlei, mas as pessoas que me seguiram me mantiveram em quadra também. Então, uma coisa meio que ajudou a outra - comentou.
Seleção Brasileira já foi um sonho...
O Tijuca Tênis Clube garantiu sua vaga na final da Superliga B feminina e conquistou a classificação para a elite da competição na próxima temporada. Com dois anos na equipe, Gabi coloca a equipe como prioridade e comentou que, no momento, defender a Seleção Brasileira não é uma de suas prioridades.
- Esse sonho de ser uma atleta da Seleão Brasileira ficou lá na base. Hoje em dia eu só quero ajudar a minha equipe da melhor maneira possível, seja dentro ou, até mesmo, fora de quadra. Com o público, com marcas, então esse sonho de Seleção Brasileira ficou lá na base, com a Gabi de 15 anos - contou a ponteira.
Mas a jogadora foi convocada para cobrir os jogos Olímpicos de Paris 2024 pelo time de influencers digitais da CazéTv, onde teve a oportunidade de compartilhar de perto suas experiências com seus seguidores.
Expectativa para a Superliga A e planos futuros
As expectativas para a Superliga A são altas e Gabi vê a equipe do Tijuca preparada para enfrentar os desafios futuros.
- A gente tem sempre as melhores expectativas, independente de ser um time que está subindo agora, geralmente o que sobe é o que mais sofre - comentou.
- Eu acho que medo a gente não pode ter de ninguém, porque isso não mudar nada, não vai mudar nada. O que a gente tem é admiração por elas, agora medo, nenhuma - acrescentou Gabi.
Como influenciadora, Gagliassi revelou que tem vários planos e projetos futuros em andamento com sua assessoria, com o objetivo de expandir sua presença nas redes sociais e continuar crescendo como personalidade digital.