O portal 'Bloomberg', especializado em assuntos financeiros, informou que relatório produzido pelo Conselho da Europa aponta que dois altos executivos da Fifa receberam U$ 15,5 milhões (cerca de R$ 28,1 milhões) da ISL, empresa que negociava os direitos de transmissão da Copa do Mundo.
No documento, assinado pelo francês François Rochebloine, membro do Conselho, está escrito que 'uma vez que a Fifa estava ciente de somas significativas pagas a seus oficiais, é difícil imaginar que Sr. Blatter não teria conhecimento sobre isso'.
De acordo com denúncias veiculadas na BBC, João Havelange, presidente de honra da Fifa, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, seriam dois dos beneficiários do esquema.
O Superior Tribunal Federal da Suíça informou que documentos sobre o caso ISL só serão divulgados depois que a suprema corte suíça analisar a questão.
A participação de Havelange e Teixeira teria sido decisiva para a saída de João Havelange do Comitê Olímpico Internacional (COI), e de Teixeira do comando da CBF e do Comitê Organizador da Copa (COL).
O CASO ISL
Propina
Na década de 90, a empresa de marketing ISL teria pago propina a membros da Fifa para negociar os direitos de TV da Copa do Mundo.
Brasileiros
Ricardo Teixeira e João Havelange estariam entre os que receberam suborno da ISL. O primeiro teria ficado com US$ 9,5 milhões (aproximadamente R$ 17,3 milhões).
Acordo
À Justiça suíça, os dirigentes não teriam contestado as acusações. Inclusive, haveria um acordo para devolverem o valor recebido. Os documentos que comprovariam o caso podem ser revelados em breve.
Sigilo
Tribunal Superior da Suíça informa que documento que comprovaria participação dos dois brasileiros no esquema só será divulgado após apreciação da corte suprema da Suíça. Tribunal deve anunciar seu veredicto nos próximos meses.