Justiça Desportiva bane Tifanny da Superliga de vôlei
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a decisão que autorizava a participação da jogadora no campeonato

A jogadora Tifanny Abreu fica sem condições de jogo após duas decisões desfavoráveis anunciadas nesta sexta-feira (23). A Justiça Desportiva decidiu por unanimidade contra a elegibilidade da atleta para disputar competições organizadas pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), enquanto o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu a liminar que permitia sua participação pelo Osasco na Superliga feminina. A defesa pretende recorrer da decisão judicial.
O caso ocorre às vésperas do confronto entre Osasco e Mackenzie, marcado para este sábado (24), às 16h (de Brasília), em Belo Horizonte, pela segunda rodada da Superliga feminina. O clube mantém o apoio à jogadora, e seu departamento jurídico está alinhado à defesa de Tifanny.
Aos 41 anos, Tifanny disputa a Superliga desde 2017 e está em sua sexta temporada pelo Osasco. Ela foi a primeira atleta transgênero a atuar na elite do voleibol brasileiro e passou a enfrentar incertezas sobre sua continuidade nas competições após o anúncio da nova política da CBV, em agosto.
A liminar concedida anteriormente pela Justiça do Rio de Janeiro havia autorizado Tifanny a atuar pelo Osasco, afastando temporariamente os efeitos da determinação da CBV sobre sua elegibilidade. Com a suspensão da medida pelo TJRJ e o resultado do julgamento na Justiça Desportiva, a autorização provisória deixou de valer.

A decisão de primeira instância havia permitido a participação da atleta nos confrontos contra o Praia Clube, pela Supercopa, em 16 de outubro, e diante do Brasília, na estreia do Osasco na Superliga, em 19 de outubro.
➡️ Tifanny confirma aposentadoria ao fim da temporada: 'Difícil'
A defesa agora pretende recorrer ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para tentar reverter o cenário. Até que haja uma nova decisão que altere a situação, Tifanny permanece impedida de disputar as competições abrangidas pelas determinações em vigor.
Em nota enviada à imprensa, a Confederação Brasileira de Voleibol afirmou que cumpriu integralmente a decisão judicial anterior enquanto ela esteve em vigor e que continuará seguindo as determinações do Poder Judiciário e da Justiça Desportiva.
➡️ Tudo sobre os esportes olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico
Confira a nota da CBV na íntegra:
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) informa que obteve decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro suspendendo, nesta sexta-feira (23), a decisão de primeira instância proferida em favor da atleta Tifanny Abreu.
O fundamento da decisão é o artigo 217 da Constituição Federal, que estabelece que o Poder Judiciário só deve analisar ações sobre disciplina e competições esportivas depois de esgotadas as instâncias da Justiça Desportiva. Ao conceder o efeito suspensivo, o relator informou:
"Todavia, em análise preliminar, a mera urgência decorrente do calendário esportivo não parece suficiente, isoladamente, para afastar o requisito constitucional, sobretudo quando a parte interessada já submeteu a questão à Justiça Desportiva e dispõe de recurso próprio contra a decisão que indeferiu a medida liminar.
Com efeito, a negativa de tutela provisória por órgão da Justiça Desportiva não se confunde com o esgotamento das instâncias desportivas. Admitir que o indeferimento de medida liminar autorize, por si só, a imediata submissão da mesma pretensão ao Poder Judiciário pode implicar a transformação da jurisdição estatal em instância revisora de pronunciamentos interlocutórios desportivos, em aparente desconformidade com a sistemática estabelecida pelo art. 217, § 1º, da Constituição Federal."
Pouco depois, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol concluiu o julgamento do Mandado de Garantia nº 002/2026, impetrado pela atleta, e, por unanimidade, negou a ordem.
Com as duas decisões, a decisão anterior deixa de produzir efeitos e a atleta não tem condição de jogo.
A CBV reafirma que cumpriu integralmente a decisão anterior enquanto ela esteve em vigor, e seguirá cumprindo todas as determinações do poder judiciário e da justiça desportiva. A entidade mantém seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas, e reitera que sua Política de Elegibilidade é uma norma geral, aplicável igualmente a todas, alinhada aos critérios do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Voleibol.
Tudo sobre

Vôlei
Seleção Brasileira conhece adversários da fase de grupos da Copa do Mundo de vôlei
Há 22 horas
Vôlei
Reforço do Fenerbahçe, Cachopa foi recebido por ex-craque brasileiro na Turquia
Há 1 dia
Vôlei
Tijuca define estratégia para voltar à elite do vôlei feminino
Há 1 dia
Vôlei
Cruzeiro, Campinas e mais: como chegam os favoritos à Superliga
Há 3 dias
Vôlei
Retornos e estrelas da Seleção: os reforços da Superliga masculina 2026/27
Há 3 dias
Vôlei
No tie-break, Cruzeiro bate Campinas e é campeão da Supercopa
Há 3 diasMais LANCE!

Sesc Flamengo bate Brasília e segue 100% na Superliga

Veja os lances de Cruzeiro x Campinas na Supercopa de vôlei

Cruzeiro x Campinas na Supercopa de vôlei: horário e onde assistir

Para ficar de olho: jovens que buscam despontar na Superliga masculina 2026/27

Do pódio ao altar: Cachopa planeja casamento com medalha olímpica após LA 2028

Cachopa recorda derrotas para Rússia e Argentina nas Olimpíadas: 'Inveja'

Cachopa vê Brasil como surpresa nas Olimpíadas: 'Quero acreditar'

Cachopa culpa Darlan por 'cera' em Brasil x Argentina: 'Não precisava'

Sesc Flamengo estreia com vitória na Superliga; veja resultados

Gabi Guimarães e Julia Bergmann disputam título no vôlei italiano

Cachopa revela angústia com críticas de ídolos à Seleção: 'Nó na garganta'

Fabi e Alison 'Mamute' são homenageados no Hall da Fama do vôlei
