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Lucas Borges
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 02/04/2025
13:21
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A morte de Diego Maradona, um dos maiores jogadores da história do futebol, vai se aproximando de uma punição para possíveis culpados. Investigações têm sido conduzidas na Argentina para entender as razões específicas e levantar os responsáveis pelo falecimento do craque, que foi a óbito em novembro de 2020.

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O julgamento, realizado em San Isidro, teve como um dos questionados o perito Ezequiel Ventosi. O médico foi indicado para analisar as amostras de saliva e urina do campeão do mundo, além do sangue, que não tinha drogas de abuso (substâncias que agem no sistema nervoso central sem propósito medicinal) ou álcool. Apenas medicamentos antidepressivos, anticonvulsivantes e antipsicóticos foram encontrados.

Nenhum dos quatro tubos de ensaio deu positivo para cocaína, maconha, MDMA, êxtase ou anfetamina - afirmou Ezequiel.

Além da aspa de Ventosi, foi lido o depoimento de Alfredo Cahe, médico pessoal de Diego que faleceu no último ano. O profissional, no escrito datado de 2021, relatou que viu o ex-jogador na recuperação de uma neurocirurgia, e que não tinha atualizações sobre o estado de saúde quando questionava Leopoldo Luque. Já a anatomopatologista Silvana de Piero, que analisou os órgãos de "El Pibe", detalhou sinais de cirrose no fígado, insuficiência pulmonar e ausência de oxigênio no coração.

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Luque é um dos acusados da investigação, e atuava diretamente como médico do ídolo argentino no processo. Curiosamente, seu nome e sobrenome são os mesmos de outro astro da história da Albiceleste, campeão do mundo em 1978 formando dupla de ataque com Mario Kempes e que passou duas vezes pelo Santos.

Até o momento, sete profissionais da área da saúde estão sob acusação de homicídio. O julgamento iniciou em 11 de março, e deve ter cerca de quatro meses de duração, com possíveis penas de oito a 25 anos para os declarados culpados pelo Terceiro Juizado Penal de San Isidro.

Morte de Diego Maradona segue sendo incógnita em solo argentino (Foto: AFP)
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