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Exclusivo: Mariana Becker fala sobre desafios na F1, Hamilton e expectativas com Bortoleto

Ao Lance!, jornalista relembra sua trajetória na Fórmula 1

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imagem cameraMari Becker pegou um chá inglês da Mercedes e provou, enquanto passeava pelos bastidores (Foto: Reprodução/Band)
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Anna Carolina Ramos
Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porPedro Werneck
Dia 03/04/2025
10:05
Atualizado há 2 minutos

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O Brasil está oficialmente de volta às pistas na F1 2025, mas fora delas o país nunca perdeu sua representatividade. No paddock e nas telinhas, Mariana Becker é o rosto brasileiro na Fórmula 1 e conta com muitas histórias em 17 anos de experiência na elite do automobilismo mundial. Em entrevista exclusiva ao Lance!, a jornalista relembrou sua entrada na categoria, além das experiências boas e ruins. O crescimento de Lewis Hamilton e as expectativas para Gabriel Bortoleto também foram assuntos abordados.

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➡️ GP do Japão de Fórmula 1: conheça o circuito de Suzuka

Confira entrevista na íntegra com Mariana Becker

Mariana Becker trabalha na cobertura da Fórmula 1 há cerca de 17 anos, desde a temporada de 2008, quando assumiu o automobilismo na Rede Globo. Atualmente, a jornalista atua na Band, mas continua como o principal nome da categoria no Brasil. A chegada de uma mulher, no entanto, não foi encarada com tanta aceitação pelo publício inicialmente.

- Eles estavam testando, né? A Globo queria ver, porque no Brasil ainda não tinha tido uma mulher na televisão que cobrisse a Fórmula 1. Era um homem que trazia. Então, o que me foi entregue foi uma oportunidade, o resto foi peleia, foi, assim, lutar. Foi uma questão de a Globo entrar, naquela época, numa nova ideia que estava começando a ser adotada pelas televisões do mundo - contou.

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Preconceitos e cobranças na F1

Mariana Becker precisou encarar e se encaixar em um novo ambiente: o do automobilismo, que é "tradicionalmente masculino". Ao chegar em cada paddock da temporada, ela percebeu a falta de mulheres em grandes posições de comando. Vale destacar que a F1 2025 contará com a primeira engenheira mulher, Laura Müller, no comando da equipe de Esteban Ocon pela Haas.

Apesar da "falta de representatividade", Becker conta que não sofreu nenhum abuso direcionado diretamente a ela. No entanto, segundo a repórter, outras formas de preconceitos velados afetaram e ainda afetam a jornalista, que entende a gravidade de ações "por baixo dos panos", difíceis de combater na Fórmula 1.

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Após anos na profissão, é raro algo que Mariana Becker não vivenciou durante um Grande Prêmio na F1: das realizações celebradas aos perrengues nada fáceis.

Crescimento de Hamilton dentro e fora das pistas

- Eu o acompanho desde o primeiro teste de pré-temporada, que foi o meu primeiro teste de pré-temporada também. (É incrível) quando você cobre um esporte e você tem a sorte e a chance de poder ver um atleta ou um gênio, um cara fora da curva, surgir, amadurecer, e aí você vê todos os momentos desse amadurecimento - disse Mariana Becker, sobre um dos maiores pilotos da história da F1

Mariana acompanhou todos os sete títulos de Lewis Hamilton. Apesar disso, foi a personalidade forte e coragem que o piloto mostrou também fora das pistas que o tornou a potência que é hoje. Vale destacar que, enfrentando qualquer preconceito, o britânico se tornou o primeiro - e, até o momento, único - piloto negro na história da Fórmula 1.

Entre tantas memórias, Mariana Becker relembra o primeiro contato com, na época, o jovem piloto da McLaren. Desde a entrevista na pré-temporada da F1 2008, a jornalista percebeu que Hamilton seria um competidor duro e brilhante na elite do automobilismo mundial.

- Eu me lembro quando a gente o entrevistou na primeira vez que deu uma entrevista na pista. E aí ele chegou, o Alonso tinha dado entrevista antes, e ele era um guri. E aí eu me lembro que perguntei: "Você acha que pode tirar algum proveito do fato de estar como companheiro de equipe de um cara tão experiente como o Alonso? Ele pode ser teu, não instrutor, mas teu professor em alguns momentos, ele pode te ensinar" - relembrou Becker, que completou:

- E ele disse: "Eu não vim aqui para ser aluno dele, eu vim para ser o companheiro de equipe". E ele era um moleque. Eu falei: "Ele tem uma postura forte, boa".

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Lewis Hamilton estreia na Ferrari pela F1 2025 (Foto: Reprodução/Ferrari)

Hamilton, Bortoleto e o futuro da Fórmula 1

Já estabelecido na história da F1, Lewis Hamilton tem a carreira que muitos pilotos apenas sonham em alcançar, mas isso não impediu de buscar ainda mais na categoria. Aos 40 anos, o piloto se uniu à Ferrari para uma das parcerias mais esperadas no automobilismo. Apesar do início difícil na F1 2025, Mariana Becker acredita que as chances ainda são altas e tudo depende de sua relação com a equipe e com Charles Leclerc.

- Acho que o Hamilton foi sempre muito corajoso, por mudar, e ter mudado ainda para a Ferrari, que é uma equipe italiana de tudo, né? Eu não acho que ele perdeu o jeito de guiar, mas ele precisa ter um carro bom e um carro que precisa ter a ver com ele. Então, eu acho que se ele tiver uma boa relação com o carro, dependendo da característica do carro, só tem a dar bons frutos. Agora vamos ver como a Ferrari e os dois (Hamilton e Leclerc) vão se comportar - destacou.

Assim como os fãs brasileiros, Mariana Becker aguarda os primeiros passos de Gabriel Bortoleto com a Sauber e o desenvolvimento do jovem piloto na F1. Contudo, entende também que o projeto é a longo prazo e que a equipe continua em evolução na categoria.

- Mais do que tudo, eu estou muito curiosa para ver a apresentação de um novo brasileiro na Fórmula 1, com o Bortoleto. Depois de tanto tempo que não tinha (um brasileiro) e eu fiquei sentidíssima quando o Felipe (Massa) foi embora. Agora o Gabriel está chegando. Então vamos ver como ele vai se ambientar, o que ele vai aprender dessa equipe, a Sauber Audi, e como eles vão se desenvolver. É uma equipe que ainda está se estruturando, é um projeto longo. Eu quero vê-lo (na Fórmula 1). Eu acho que ele é super talentoso, então eu quero ver como ele vai se virar neste meio, porque agora é só cachorro grande - concluiu Mariana Becker.

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Qual será a próxima corrida da Fórmula 1?

Após o GP da China, o próximo compromisso das equipes é o GP do Japão, entre os dias 4 e 6 de abril. Repetindo o horário adverso das primeiras corridas, a disputa da terceira etapa, em Suzuka, também acontecerá na madrugada, a partir das 2h (de Brasília).

A temporada de 2025 tem 24 corridas previstas, e o GP de São Paulo será em 9 de novembro. A temporada se encerra em 7 de dezembro, com o GP de Abu Dhabi.

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