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Do interior de Tocantins para Seleção: Mariza sonha com estreia pelo Brasil

Atleta se emocionou ao falar de Gabi Zanotti, sua referência e colega no Corinthians

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imagem cameraMariza durante treino pela Seleção Feminina em Los Angele (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
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Guilherme Lesnok
São Paulo (SP)
Dia 04/04/2025
12:15

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Criada em São Miguel do Tocantins, município de aproximadamente 15 mil habitantes, Mariza se consolida como um dos nomes em ascensão no futebol feminino brasileiro. Convocada pela terceira vez para a Seleção, a jogadora aguarda com expectativa a chance de estrear com a camisa verde e amarela.

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A oportunidade pode surgir neste sábado (5), às 18h (horário de Brasília), quando a Seleção encara os Estados Unidos em amistoso. A defensora não esconde a ansiedade pelo momento tão esperado.

— Estou muito feliz, é a realização de um sonho. Já vim para outras convocações, mas ainda não tive a oportunidade de entrar em campo. Só fui para treinos e agora tenho a oportunidade de jogar e vestir a camisa da Seleção pela primeira vez. Estou muito ansiosa, não nego, mas também muito empolgada — comemorou.

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O primeiro duelo contra as norte-americanas será realizado no SoFi Stadium, em Los Angeles. O reencontro entre as seleções está marcado para a próxima terça-feira (8), às 23h30 (de Brasília), no PayPal Park, em San José. Mariza destaca a força da equipe adversária e vê os amistosos como uma oportunidade para o Brasil reafirmar sua evolução no cenário internacional.

— Os Estados Unidos são a equipe a ser batida. Infelizmente, a gente perdeu para elas na final das Olimpíadas e acho que ficou um pouquinho engasgado. Acho que dava (para vencer) e ficou a sensação da água escorrendo pela mão. Agora a gente tem a oportunidade de, na casa delas, fazer bons jogos, mostrar a força do nosso futebol e o trabalho que vem sendo feito nos últimos anos no Brasil e, se Deus quiser, sair com a vitória — reforçou Mariza.

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A jogadora já esteve na lista de convocadas para o período preparatório antes dos Jogos Olímpicos de Paris, em julho do ano passado, e voltou a ser chamada em fevereiro deste ano para treinamentos na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

Trajetória no Futebol

Antes de chegar ao Corinthians e se firmar como uma das principais jogadoras do país, Mariza deu seus primeiros passos no futebol em Imperatriz (MA), cidade onde nasceu. Criada em São Miguel do Tocantins, ela começou jogando com meninos, cenário comum para muitas jovens atletas brasileiras.

Ainda na infância, participou de peneiras e chamou atenção do São José (SP), clube que abriu caminho para sua transferência à Chapecoense. No time catarinense, iniciou uma trajetória que passou pelo Grêmio, onde se profissionalizou, até chegar ao Corinthians, onde brilha desde 2022.

— Eu saí de uma cidadezinha muito pequena, mas sempre tive também o apoio de toda minha família lá no começo. De todos eles: meu pai, minha mãe, meus tios, meus avós. É legal falar disso porque acho que carrego um pouquinho de todo mundo comigo. E estou aí até hoje — destacou Mariza.

Títulos e Inspirações

Aos 23 anos, Mariza acumula conquistas pelo Corinthians, incluindo duas Libertadores (2023 e 2024), três Campeonatos Brasileiros (2022, 2023 e 2024), três Supercopas (2022, 2023 e 2024) e um Campeonato Paulista (2023).

Uma de suas grandes motivações ao longo da carreira foi a chance de atuar ao lado de Gabi Zanotti, jogadora que sempre admirou. Além dela, cita as referências de Marta e Formiga como inspirações no esporte.

— Não tem como não falar da Marta e da Formiga, são nossas referências mundialmente falando de futebol feminino do Brasil. Tive a oportunidade de encontrar a Marta e treinar com ela em uma convocação minha. Foi um momento muito legal e bem marcante para mim — contou.

— Mas também tem outra pessoa que admiro muito e que hoje em dia eu jogo com ela no clube há alguns anos, que é a Gabi Zanotti. Sou muito fã da Zanotti, sempre acompanhei bastante ela de fora. Até me emociono às vezes falando sobre isso, estou falando de sonhos — acrescentou.

A atleta de 23 anos está desde 2022 no Corinthians (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
A atleta de 23 anos está desde 2022 no Corinthians (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Relação com Arthur Elias e adaptação à zaga

Na Seleção, Mariza reencontra o técnico Arthur Elias, com quem trabalhou no Corinthians. A jogadora destaca a importância do treinador e sua comissão técnica para sua evolução profissional.

— Foi muito importante para o meu desenvolvimento como atleta ter trabalhado com ele (Arthur Elias) e toda comissão técnica que hoje compõe a Seleção. Falo mais pelo trabalho, acho que melhorei muito profissionalmente, entendi melhor o jogo e tenho muita gratidão a todos eles. Tenho uma relação muito boa, aberta e de confiança com todos. Quem sabe não posso agregar um pouco aqui na Seleção o que a gente já viveu no Corinthians — afirmou.

Originalmente meio-campista, Mariza se reinventou dentro de campo ao assumir a função de zagueira no Corinthians. A mudança ocorreu no início de 2023 e, apesar do desafio, a jogadora encarou a transição como uma oportunidade de crescimento.

— É um pouco engraçado parar para pensar. Aconteceu no início de 2023, no Corinthians. As zagueiras do clube na época eram bem altas e a gente brincou um pouco na questão da altura. Mas isso não foi uma coisa que me desanimou. Recebi uma oportunidade de jogar em outra posição em que ganharia minutos. Eu queria muito estar em campo, dei meu melhor no dia a dia, ouvi bastante as meninas e o pessoal da comissão, que sempre estava tentando me ajudar, e abracei a ideia. No final acho que deu um pouco certo — revelou.

Com 1,64m de altura, Mariza precisou desenvolver novas habilidades para se adaptar à nova função e se consolidar na posição.

— Tive que trabalhar outras coisas. Trabalhei muito tempo de bola, claro, leitura de jogo, conseguir ler bem os espaços e fazer bem as coberturas. Treinei também bastante a minha saída de jogo e consegui compensar essa falta de altura com a minha leitura nos outros sentidos — explicou.

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