Pitaco do Guffo: o começo difícil dos brasileiros na Libertadores
Com aproveitamento de 47% dos pontos, brasileiros decepcionam na primeira rodada

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Surpreendeu um pouco o começo difícil dos brasileiros na Libertadores. Enquanto faço esta coluna, o Flamengo tem dificuldade para vencer o Deportivo Táchira por 1 a 0, na Venezuela, portanto o desempenho do time não entrará no texto. Tivemos, na média, performances sem brilho das nossas equipes no torneio continental.
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Foram cinco partidas, uma delas entre dois brasileiros, com duas vitórias, um empate e duas derrotas, aproveitamento de 47% dos pontos. A tendência é uma evolução e que tenhamos mais uma vez uma certa soberania dos clubes brasileiros na Libertadores. Pelo menos, é o que se espera pelos investimentos dos clubes.
Laion decepciona sua torcida
O resultado mais surpreendente foi a goleada sofrida pelo Fortaleza em casa contra o Racing. Os argentinos são os atuais campeões da Recopa Conmebol e os adversários mais fortes do grupo. Mas o Laion perder do jeito que perdeu não era esperado nem pelo mais fanático hincha da Academia de Avellaneda.
Ao mesmo tempo que uma crise política se deflagra nos bastidores do clube (o executivo de futebol e o diretor da SAF foram desligados), o Fortaleza também vive um momento complicado em campo, com apenas três vitórias nos últimos 12 jogos. E o desempenho mostrado contra o Racing traz preocupação para sobrevivência do time no torneio.
Visitantes com peso de mandantes
Palmeiras e São Paulo conseguiram importantes vitórias fora de casa, de forma diferente e com adversários de pesos diferentes. O Tricolor venceu seu principal adversário do grupo, o Talleres, em uma partida onde a disputa pelos espaços foi mais preponderante que a pela bola. Mostrou um controle psicológico do jogo que aponta maturidade do elenco de Zubeldía.

Já o Verdão teve que suar mais ao precisar buscar o placar duas vezes para vencer o Sporting Cristal no Peru. A vitória, mesmo que esperada, mostra as dificuldades que este Palmeiras de 2025 tem defensivamente em relação aos Palmeiras de temporadas passadas. A cada jogo eu me questiono se o time de Abel Ferreira é realmente favorito ao título.
Por último, o melhor jogo da primeira rodada da Libertadores foi o belíssimo duelo tático entre o Bahia de Rogério Ceni e o Internacional de Roger Machado. O desempenho coletivo das duas equipes, as estratégias e os destaques individuais (Pulga no Tricolor e Alan Patrick no Colorado) mostraram duas equipes dispostas a fazer história na competição. O problema está no fato de que o Atlético Nacional goleou o Nacional na Colômbia e se coloca como o adversário a ser batido para que haja vagas para os dois brasileiros. Mesmo para quem jogou muito bem, foi notório o começo difícil dos brasileiros na Libertadores.
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