Antonelli lidera manhã de testes da F1 no Bahrein; Hamilton é 5º
Sem paralisações representativas, equipes tiveram quatro horas limpas para trabalhar
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A pré-temporada da Fórmula 1 2025 enfim começou. Na manhã desta quarta-feira (26), dez pilotos e equipes tomaram a pista de Sakhir, no Bahrein, para a primeira atividade coletiva e representativa do ano na categoria. E foi uma atividade sem problemas graves e bandeiras vermelhas. O resultado rende um certo frenesi em momento com tantos novatos na categoria: Andrea Kimi Antonelli colocou a Mercedes na liderança.
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O substituto de Lewis Hamilton na Ferrari conseguiu tomar a dianteira no começo da quarta hora e não perdeu mais. Valeu, então, o tempo de 1min31s428, cerca de 0s5 mais lento que o tempo da pole-position do GP do Bahrein do ano passado.
A marca mais importante, porém, foi a pouca diferença. Os nove primeiros colocados terminaram separados por menos de 0s8. Apenas Oliver Bearman, com a Haas, terminou bastante distante, sem dar uma volta mais competitiva. O novato também foi o único a não registrar o melhor tempo de pneus médios, mas de duros.
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Liam Lawson foi segundo colocado com a Red Bull, seguido por Alexander Albon em terceiro pela Williams. Yuki Tsunoda ainda colocou a Racing Bulls na frente de Lewis Hamilton, com a Ferrari, no quinto posto. Jack Doohan (Alpine), Fernando Alonso (Aston Martin), Oscar Piastri (McLaren), Nico Hülkenberg (Sauber) e Bearman finalizaram a lista.
Quem mais andou no quesito quilometragem também foi Antonelli, que deu 78 voltas, seguido por 77 de Tsunoda e 72 de Bearman. Hamilton foi o outro a chegar a 70 giros. Alonso deu 46 voltas, foi quem menos esteve na pista. Apenas ele e Hülkenberg, que deu 55, ficaram abaixo da marca de 57 giros, extensão do GP do Bahrein.
Importante também o fato de ter sido um turno sem bandeiras vermelhas. Só duas breves amarelas, que não somaram 30 segundos de atenção, foram expedidas por escapadas da pista de Hülkenberg e Lawson.
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O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do período de testes da Fórmula 1 e acompanha tudo que acontece no Bahrein em TEMPO REAL. As atividades acontecem entre os dias 26 e 28 de fevereiro, sempre com duas atividades por dia, uma entre 4h e 8h (de Brasília, GMT-3) e outra entre 9h e 13h. A estreia do campeonato está programada para acontecer duas semanas depois, entre os dias 14 e 16 de março, no GP da Austrália.
Confira como foi a manhã do 1º dia de testes no Bahrein
A Fórmula 1 volta à pista! É verdade que apenas para testes de pré-temporada, mas isso é secundário: pela primeira vez em quase três meses, carros e equipes estavam prestes a entrar na pista ao mesmo tempo. A casa das atividades, o traçado barenita de Sakhir, estava sob temperatura bastante amena, na casa de 16ºC e com céu bastante nublado no momento do começo das atividades – 10h locais (4h de Brasília, GMT-3).
O primeiro turno de atividades contava com Lewis Hamilton vestido de Ferrari como grande história. Além dele, Oscar Piastri (McLaren), Liam Lawson (Red Bull), Andrea Kimi Antonelli (Mercedes), Fernando Alonso (Aston Martin), Pierre Gasly (Alpine), Oliver Bearman (Haas), Yuki Tsunoda (Racing Bulls), Alexander Albon (Williams) e Nico Hülkenberg (Sauber) estavam em ação.
Os dois responsáveis pela estreia da pista foram os dois extremos de idade: Antonelli e Alonso, mais novo e mais velho do grid. Quando Antonelli nasceu, em agosto de 2006, Alonso já era campeão mundial e encaminhava o bicampeonato da F1. Mas a pista logo encheu, inclusive com Hamilton dando o ar da graça pela primeira vez vestido no vermelho tradicional da Ferrari.
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Entre stints mais curtos, com voltas apenas de instalações, e alguns mais longos, a pista permanecia sempre movimentada naquele começo de atividade. Na pior das hipóteses, o que aconteceu em dado momento foi que Tsunoda ficou sozinho na pista, mas durou pouco. Logo Alonso e Lawson voltaram.
Os tempos, que, na realidade, pouco importavam, também eram altos. Doohan, que começa o campeonato já lutando pelo próprio emprego, liderou a primeira meia hora com tempo na casa de 1min36s. Para uma representação simples, o tempo da pole na pista em 2024 foi de 1min29s174. A Alpine do australiano também mostrava parafina amarela nas laterais.
A única bandeira amarela da primeira hora veio após 37 minutos e foi rápida, sem muitas explicações. Mas Hülkenberg, mais ou menos pelo mesmo momento, deu breve escapada da pista. Alonso quase escapou na curva um também e foi obrigado a travar os pneus dianteiros com força. Enquanto isso, nos boxes da Ferrari, a transmissão da F1 captava um sonolento Charles Leclerc.
Mas o líder da primeira hora foi Alexander Albon, que rodou 1min32s862 instantes antes da marca de 60 minutos com a Williams. Até aquele ponto, Piastri era o único sem tempo registrado. Só que justamente na abertura da segunda hora Hamilton resolveu fazer o motor Ferrari roncar e pulou para a dianteira com 1min32s621. Já aproveitou para ir aos boxes mexer na asa dianteira.
Piastri, que quase não andou na primeira hora e meia, cravou o carro em cima da zebra das curvas dois e três e acabou machucando o assoalho da McLaren. Logo depois, Lawson fez algo parecido com a Red Bull. A primeira simulação de briga em corrida viria pouco depois, quando Albon abriu o DRS para cima de Hülkenberg no fim da reta dos boxes e mergulhou por dentro.
Ao passo que Alonso assumia a dianteira, que rapidamente passava por Lawson, era a vez de Hamilton passar com os pneus fora da pista em duas curvas diferentes. A quantidade de pilotos indo fora do traçado também tem como ser ligada aos ventos consideráveis na pista, com rajadas próximas aos 40 km/h. Doohan logo sairia também.
O fim da segunda hora chegou com Alonso líder, com volta na casa de 1min31s8, e Tsunoda como o dono da maior quantidade de voltas, já próximo da marca de 40. Piastri tinha menos de 20 e era quem menos havia andado. Lawson retomaria a frente da atividade logo no começo da segunda metade do turno, com 1min31s574. E também duraria pouco, porque Albon arrumou forma de ser 0s001 mais veloz que o neozelandês.
Hamilton voltava para a pista após período nos boxes com as famosas grelhas aerodinâmicas presas à asa dianteira. Era a hora de provas especiais no carro. Na Sauber, Hülkenberg aparecia sem capacete na garagem e conversando bastante com os engenheiros. Difícil precisar se o carro viveu algum problema, mas os ajustes eram evidentes – embora já tivesse andado bastante. Na Racing Bulls, também um problema nos freios de Tsunoda que precisou de ida aos boxes e rendeu rápida bandeira amarela.
Já pelos lados de Lawson, um pedaço de carroceria voou do carro e obrigou entrada no pit-lane, mas que durou pouco. Nada grave, e a Red Bull seguia em frente, agora com pneus médios. Alonso era quem passava mais tempo longe da pista e tinha apenas 20 voltas no fim da terceira hora. Disparado era o dono da menor quantidade de voltas, uma vez que Piastri manteve o McLaren na pista sem parar na hora anterior.
A terceira hora terminou mesmo com Albon na frente e com a pista contando com pelo menos oito carros ao mesmo tempo. E a hora final da atividade abriu com uma rodada mais violenta de Lawson, ainda lutando contra os pneus mais macios que colocara. O jovem evitou batida mais forte e seguiu em frente com o carro recheado de parafina, mas ficou o momento e a necessidade de ir novamente aos boxes. Doohan quase rodou igualmente minutos depois.
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E não é que um novato assumia a dianteira na quarta hora? Antonelli virou 1min31s428 e colocou a Mercedes na frente. A Ferrari resolveu fechar a garagem de Hamilton com tapume, mas não tinha problemas mais graves. A explicação óbvia era quem trabalhava no sempre secreto assoalho do carro.
Tsunoda, de volta à pista após a questão nos freios, era o primeiro a alcançar 57 voltas – a mesma quilometragem do GP do Bahrein. Bearman, com 56, e Hülkenberg, com 55, eram os próximos.
Com apenas 30 minutos pela frente na atividade, Antonelli seguia na frente, seguido por Lawson, Albon, Hamilton, Doohan, Alonso, Tsunoda, Piastri, Hülkenberg e Bearman.
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Para quem esperava algum tipo da famosa happy hour, com os últimos minutos servindo de palco para voltas e mais voltas em ritmo de classificação, nada disso. Houve quem melhorasse o tempo, como foi o caso de Tsunoda, mas foi isso. A dianteira ficou mesmo com Antonelli e o tempo de 1min31s428. Lawson foi o segundo e seguido por Albon, Tsunoda, Hamilton, Doohan, Alonso, Piastri, Hülkenberg e Bearman. Os nove primeiros terminaram separados por menos de 0s8. Apenas Bearman ficou muito atrás, talvez por registrar a volta mais rápida de pneus duros, diferente do resto.
F1 2025, Pré-Temporada, Dia 1, Manhã:
1 | A.K. ANTONELLI | Mercedes | 1:31.428 | 78 | |
2 | L LAWSON | Red Bull Honda | 1:31.560 | +0.132 | 58 |
3 | A ALBON | Williams Mercedes | 1:31.573 | +0.145 | 63 |
4 | Y TSUNODA | Racing Bulls Honda | 1:31.610 | +0.182 | 78 |
5 | L HAMILTON | Ferrari | 1:31.834 | +0.406 | 70 |
6 | J DOOHAN | Alpine | 1:31.841 | +0.413 | 68 |
7 | F ALONSO | Aston Martin Mercedes | 1:31.874 | +0.446 | 46 |
8 | O PIASTRI | McLaren Mercedes | 1:32.084 | +0.656 | 66 |
9 | N HÜLKENBERG | Sauber Ferrari | 1:32.169 | +0.741 | 55 |
10 | O BEARMAN | Haas Ferrari | 1:35.522 | +4.094 | 72 |
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