Com Novak Djokovic (5º do mundo) e Carlos Alcaraz (3º) podendo se enfrentar numa eventual final, foi sorteada, nesta sexta-feira (6), a chave principal do Masters 1000 de Monte Carlo. O primeiro dos três torneios desse nível no saibro começa no domingo, com um provável duelo entre o sérvio e o espanhol como uma das atrações. Vale lembrar que os dois não se enfrentam desde a última decisão olímpica, em agosto, em Paris, vencida pelo experiente tenista de 37 anos, em seu 99º título na carreira.
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Curiosamente, o sérvio e o espanhol não vencem um torneio no saibro, respectivamente, desde agosto e de junho, ambos em Roland Garros. E, em Monte Carlo, os dois têm a chance de encerrar esse jejum. Neste ano, o número 3 do mundo tem um título, conquistado em Rotterdã, na quadra dura, em fevereiro, enquanto o adversário segue em busca do 100º troféu como profissional.
Mas, para avançarem até uma provável decisão, Djokovic (campeão em 2013 e 2015) e Alcaraz não deverão ter vida fácil. Enquanto o primeiro estreia contra o vencedor do duelo entre o chileno Alejandro Tabillo e o suíço Stan Wawinka, o segundo aguarda o argentino Francisco Cerundolo ou o experiente italiano Fabio Fognini.
De Minaur e Rublev no caminho de Djokovic e Alcaraz em Monte Carlo
Numa eventual partida de quartas de final, o sérvio, vice-campeão do Masters 1000 de Miami, domingo passado, poderá cruzar o caminho do australiano Alex De Minaur. O espanhol, por sua vez, que só tem uma participação em Monte Carlo, com derrota para o americano Sebastian Korda na estreia em 2022, pode medir forças com o russo Andrey Rublev, campeão em 2023.
Número 4 do mundo e semifinalista no Masters 1000 de Miami, sábado passado, o americano Taylor Fritz anunciou, de última hora, a desitência do torneio. Em seu lugar entrou o espanhol Roberto Bautista-Agut.
Delpo escolhe Djokovic como o maior da história
Para Juan Martin Del Potro, Djokovic é o melhor da história e Gustavo Kuerten, o Guga, está em terceiro lugar nesta lista. O ex-tenista argentino, que está em São Paulo acompanhando o Roland Garros Junior Series, na Sociedade Harmonia, elegeu seu top 5 da história em bate-papo de embaixadores do evento com a compatriota Gabriela Sabatini.
Ex-número 3 do mundo, posição alcançada em 2018, e às voltas com lesões no joelho e nos pulsos, Delpo encerrou a carreira, precocemente, em 2022. Dos seus 22 títulos, destaque para o US Open de 2009, seu único Grand Slam, quando derrotou, na decisão, ninguém menos do que o suíço Roger Federer. Curiosamente, o ex-tenista nascido na Basileia não está no top 5 de Delpo:
Além de Djokovic, em primeiro lugar, e Guga em terceiro, o ídolo argentino escolheu os espanhóis Rafael Nadal e Carlos Alcaraz, respectivamente, nas segunda e quarta colocação, além do britânico Andy Murray em quinto lugar.
Ídolo argentino derrotou Djokovic na Rio-2016
Já os jogos entre Delpo e Djokovic aconteceram 20 vezes, com 16 vitórias do sérvio, que venceu os últimos cinco embates. O derradeiro foi nas quartas de final no saibro do Masters 1000 de Roma, em 2019, por 4/6, 7/6 e 6/4.
Curiosamente, o último triunfo do ídolo argentino contra o ex-número 1 do mundo foi no Rio de Janeiro, em uma de suas maiores vitórias na carreira, na estreia na Olimpíada de 2016. A vitória foi por duplo 7/6, e Delpo acabou conquistando a medalha de prata no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, superado na final por Murray.