Ace do Acioly: A temporada de saibro chegou!
Masters 1000 de Monte Carlo, Madrid e Roma abrem o caminho para o ápice: Roland Garros

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Por Ricardo Acioly
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A gira europeia de saibro começou! São dez semanas de rali pesado, quadras lentas, trocas longas e muitos desafios físicos e mentais. No calendário, os sempre imponentes Masters 1000 de Monte Carlo, Madrid e Roma abrem o caminho para o ápice da temporada: Roland Garros, em Paris. Quem vai levantar a cobiçada Copa dos Mosqueteiros?
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Ganhar no saibro não é pra qualquer um. Aqui, quem domina é quem tem consistência e potência na medida certa. É preciso construir os pontos com inteligência e saber a hora certa de puxar o gatilho. O
jogo fica mais estratégico, exige um padrão bem montado, mas também a versatilidade de quem sabe sair do script pra desestabilizar o adversário.
Ah… e se não tiver com o “físico em dia”, esquece. O motor pifa, meu amigo! Hahahaha. Partidas longas, desgastantes… No saibro, o corpo também tem que ser campeão.

Masculino: quem vai brilhar na terra?
Jannik Sinner - Suspenso até 4 de maio por doping, o italiano é uma incógnita — mas uma coisa é certa: ele vai jogar em Roland Garros. Mesmo fora por três meses, não dá pra deixá-lo de fora da lista de favoritos.
Carlos Alcaraz - O espanhol ainda está devendo em 2025, mas a gira de saibro pode ser o momento da virada. Defende o título em Roland Garros, e todo mundo espera que seu tênis volte a brilhar.
Alexander Zverev - Começou bem o ano na Austrália com o vice-campeonato, mas depois disso… foi só decepção. Entra sem confiança, mas tem potencial pra ganhar qualquer torneio. O talento e o histórico no saibro ainda falam alto.
Novak Djokovic - Finalista em Miami, o sérvio segue como um dos favoritos sempre que entra em quadra. Mas aos 38 anos, o fator físico pode pesar — especialmente no desgaste do saibro europeu. Continua na busca do seu centésimo troféu, o que pode ser o grande motivador para superar todas as dificuldades.
Stefanos Tsitsipas - Tricampeão em Monte Carlo e finalista em Paris. O saibro combina com o jogo dele, e o grego será um osso duro de roer em qualquer chave.
Casper Ruud - Duas finais em Roland Garros. No saibro, o norueguês joga com mais naturalidade e confiança. Pode muito bem levantar troféus nessa temporada.
João Fonseca: o Brasil na Europa
E o nosso garoto João Fonseca? Vai encarar sua primeira temporada completa no saibro europeu como profissional. Desde que ganhou o Next Gen Finals, ele só vem crescendo — e agora, depois de Miami, é o número 59 do mundo, com apenas 18 anos. João é um dos top 60 com maior número de jogos no ano. Por isso, ele e a equipe tomaram uma decisão muito inteligente: descansar por algumas semanas e se preparar com calma pro seu primeiro torneio do giro — o Masters 1000 de Madrid.
Campeão do ATP 250 de Buenos Aires neste ano, João já provou que sabe vencer no saibro pesado, contra adversários cascudos. Isso, somado ao seu carisma com o público, faz dele um nome quente pra essa temporada.
Em Miami, lotou a quadra central nas três primeiras rodadas — algo que nunca vi acontecer com um jogador tão novo no circuito. A galera comprou o passe dele, e na Europa, deve continuar jogando nas quadras principais, com muita torcida brasileira nas arquibancadas.
Lembra os tempos do Guga… Quando eu treinava o Meligeni e viajávamos o Tour, a presença dos torcedores brasileiros era uma festa nas quadras europeias. O João gosta desse clima, cresce em jogos importantes com quadra cheia, e isso pode ser um diferencial enorme pra levá-lo longe nos torneios.

Feminino: quem será a rainha do saibro?
Vamos pro feminino, onde o jogo também promete esquentar.
Aryna Sabalenka
- Na minha visão, é quem está jogando melhor hoje no circuito. Tem potência, agressividade e muitas vezes passa por cima das adversárias na porrada. Mas saibro é outro jogo: ponto
mais lento, mais construção, mais cabeça. Sabalenka vai ter que ter paciência e controlar o mental. E claro, lidar com a Iga Swiatek do outro lado da rede…
Iga Swiatek - Ainda não decolou em 2024, mas vamos combinar: quatro títulos em Roland Garros, os últimos três seguidos. A polonesa é uma especialista nata no saibro. Se mexe como ninguém, varia bem, tem intensidade absurda e joga cada ponto como se fosse o último. É favorita sempre que pisa na “terre battue”.
Coco Gauff - Ano discreto até aqui, mas tem jogo pra render no saibro. Foi finalista em Paris em 2022, e seu preparo físico é um diferencial. Joga com garra, se adapta bem ao “clay” e pode surpreender.
Madison Keys - Atual campeã do Australian Open, chega embalada. Seus golpes são pesados, potentes como os da Sabalenka, mas no saibro o segredo é esperar a hora certa de bater na bola com tudo. Se ela tiver tranquilidade, pode sim fazer estrago.
Olho na Bia Haddad!
A nossa Bia não vive o melhor momento, é verdade. Mas no saibro, ela se sente em casa. Cresceu nesse piso e sabe como cadenciar o jogo. É uma competidora nata, daquelas que não desistem nunca — e isso vale ouro na “terra”.
Foi semifinalista em Roland Garros em 2023, e isso não foi por acaso. Ela conhece bem esse tipo de batalha longa, física, estratégica. Se conseguir encontrar ritmo e pegar confiança, Bia tem tudo pra reencontrar o caminho das vitórias nesta gira.
E aí? Quem vai levantar a taça em Paris?
No saibro, o que não falta é história, drama, e muita troca de bola. Vamos acompanhar tudo por aqui, com opinião, bastidores e uma visão de quem já viveu tudo isso de dentro da quadra.
Até a próxima!
– Ricardo Acioly (Pardal)
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