Bruninha destaca crescimento da Seleção Feminina: ‘Tem evoluído muito’
Lateral analisa a importância dos amistosos contra os EUA nesse início da temporada

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A lateral-direita Bruninha, de 22 anos, vive a expectativa de dois grandes desafios com a Seleção Brasileira Feminina. Uma das jogadoras mais jovens do grupo, a atleta, que atualmente defende o Gotham FC, clube da liga norte-americana, falou sobre a experiência de enfrentar uma das maiores potências do futebol feminino mundial: os Estados Unidos.
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Os amistosos contra a seleção norte-americana fazem parte da preparação da equipe brasileira para a Copa América, que será disputada em julho, no Equador. O primeiro confronto será no próximo sábado (5), às 18h (de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles. O segundo duelo acontece na terça-feira (8), às 23h30 (de Brasília), no PayPal Park, em San José.
- Uma das coisas que eu busquei quando saí do Brasil foi melhorar minha questão física e minha competitividade. A liga americana é extremamente competitiva, e todos os jogos são equilibrados. É difícil ver uma goleada ou um placar muito dilatado. Quando cheguei aqui, percebi a diferença física e como isso impacta diretamente no meu jogo. Esse foi um dos meus principais objetivos, e vejo que evoluí bastante nesse sentido. As jogadoras americanas têm uma cultura física muito forte, com uma intensidade que vai do início ao fim dos jogos. Isso é um grande diferencial delas, e eu procurei trazer essa característica para o meu futebol - disse Bruninha.
Bruninha passou por todas as categorias de base da Seleção Brasileira. Ao longo de sua trajetória, conquistou títulos como o Sul-Americano Sub-17, em 2018, e o Sul-Americano Sub-20, em 2022, além de ter disputado as Copas do Mundo Sub-17 e Sub-20. Em 2023, foi a segunda jogadora mais jovem convocada para a Copa do Mundo, disputada na Austrália, com a Seleção principal.
Além desse extenso repertório, Bruninha acumula experiência enfrentando jogadoras de alto nível dos Estados Unidos, já que muitas delas são suas adversárias na liga norte-americana. Essa vivência lhe proporciona uma perspectiva privilegiada sobre a força da seleção norte-americana.
- O time dos Estados Unidos é muito equilibrado. Um time com muita tradição e uma cultura vencedora. Eu admiro muito as jogadoras, que são muito talentosas. A seleção americana tem evoluído bastante e está se transformando ao longo do tempo. Isso é algo que sempre tivemos que levar em consideração, pois elas têm uma grande tradição de revelar talentos. Jogar contra elas é um desafio constante, mas também uma excelente oportunidade para evoluirmos - afirmou.

Apesar do respeito pelas adversárias, Bruninha acredita que a Seleção Brasileira tem mostrado um grande avanço, especialmente nos últimos anos. A volta ao pódio com a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris dezesseis anos depois comprova isso.
- O Brasil tem evoluído muito. O investimento no futebol feminino está cada vez mais presente, tanto nos clubes quanto na Seleção. Isso faz toda a diferença no nosso desempenho. A comissão técnica tem feito um trabalho excelente, e todos que acompanham nossos jogos, como a Olimpíada, viram como chegamos mais perto das grandes seleções. Vencemos a Austrália pela primeira vez na casa delas, o que mostra que estamos no caminho certo - destacou.
Questionada sobre os desafios futuros e a mentalidade da equipe, Bruninha mostra muita confiança no trabalho que está sendo feito por Arthur Elias.
- Vamos brigar sempre pelo topo. Cada amistoso e cada competição é uma oportunidade de mostrar o quanto estamos evoluindo e o quanto o Brasil está pronto para brigar com as melhores do mundo - afirmou.
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