Vasco e Botafogo se manifestam em aniversário do 31 de março
Clubes cariocas postam em alusão aos 61 anos da instauração do regime militar

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Por meio das redes sociais, o Vasco e Botafogo publicaram, na segunda-feira (31), uma mensagem em alusão à data da instauração do regime militar, há 61 anos, em 31 de março de 1964. O Cruz-Maltino já protagonizou, no Maracanã, um episódio inédito em que se uniu a uma torcida rival pela mesma causa.
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Vasco e Botafogo se manifestaram
Até o momento, Vasco e Botafogo foram os único clubes cariocas a se manifestarem sobre o tema. Nas redes sociais, o Gigante da Colina, representado pelo clube associativo em "collab" com a SAF, fez um post dizendo "lembrar para não se repetir". Confira abaixo.
Relembre a união entre vascaínos e tricolores

Aconteceu em 1984, quando os clubes disputavam afinal do Campeonato Brasileiro. Nas arquibancadas vascaínos e tricolores se uniram em coro para clamar pelas "Diretas Já". O canto dizia "1, 2, 3, 4, 5, mil, queremos eleger o presidente do Brasil". Segundo o livro "O Maraca é Nosso", do Flu-Memória, foram mais de 130 mil torcedores presentes na decisão.
O movimento surgiu entre 1983 e 1984 e tinha por objetivo a aprovação da Emenda Dante de Oliveira, que buscava estabelecer as eleições diretas para Presidente da República em 1985. O deputado que deu nome à proposta de lei, inclusive, era torcedor do Fluminense. Ela não foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas gerou um episódio único entre as torcidas rivais.
Fluminense sagrou-se bicampeão brasileiro

Aquela disputa entre Vasco e Fluminense valia o título do Campeonato Brasileiro de 1984. Na primeira partida, o Tricolor levou a melhor sobre o Cruz-Maltino e venceu por 1 a 0, com gol de Romerito. No segundo jogo da final, os times empataram e a vantagem garantiu o título para o clube das Laranjeiras.
Além do autor do gol do título, houve outro personagem fundamental na conquista: Carlos Alberto Parreira. Ele assumiu a equipe no meio do campeonato depois da demissão de José Luiz Carbone. Na trajetória do bicampeonato, o Tricolor enfrentou o Corinthians de Sócrates, Zenon, Biro-Biro e Casagrande, que lideravam o movimento que ficou conhecido como "Democracia Corinthiana".
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