Além de João Fonseca, quais tenistas venceram, em 2025, o primeiro título de ATP
Brasileiro, aos 18 anos, é o mais novo entre os quatro novos campeões

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Até agora, quatro tenistas, entre eles João Fonseca, campeão em Buenos Aires, em fevereiro, conquistaram o primeiro título na carreira em 2025. O mais recente deles foi outra estrela da NextGen, o tcheco Jakub Mensik, de 19 anos, que, no domingo (30), foi campeão do Masters 1000 de Miami, desbancando, na final, ninguém menos do que o hexacampeão sérvio Novak Djokovic. Completam esse quarteto o francês Alexander Müller e o tcheco Tomas Machac
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Mais experiente nessa pequena lista de novos campeões, Müller, curiosamente, é um dos cinco algozes de Fonseca na temporada. Em fevereiro, dois dias após o tenista nascido em Ipanema levantar o troféu em Buenos Aires, o francês o surpreendeu na estreia no Rio Open. Um mês antes, na primeira semana do ano, na quadra rápida do ATP 250 de Hong Kong, o então 67º do mundo desbancou o experiente japonês Kei Nishikori para, enfim, conquistar um título. No Rio Open, Müller também chegou à decisão, mas acabou superado pelo bicampeão argentino Sebastian Baez. Foi a terceira final da carreira do francês. A primeira aconteceu em Marraquesh, em 2023.
Atual 21º do planeta, aos 24 anos, Machac entrou para a lista dos campeões de ATP em fevereiro, na quadra rápida de Acapulco. Então 25º, o tcheco superou, na decisão, o espanhol Alejandro Davidovich Fokina (48º). Ano passado, no saibro de Genebra, na Suíça, o tenista da República Tcheca perdera sua primeira final de ATP.
Dos quatro, apenas João Fonseca triunfou na primeira final
Ao contrário de Müller, Mensik (vice em Doha, ano passado) e Machac, apenas João Fonseca triunfou logo na primeira final de ATP. O título em Buenos Aires levou o mais jovem brasileiro campeão do 99º ao 68º lugar no ranking. O pupilo do técnico Guilherme Teixeira segue a ascensão e, hoje, é o 59º melhor do mundo, sendo o mais jovem do top 300 do ranking.
Após alcançar a terceira rodada em Miami, seu melhor resultado nesse nível de torneio até agora, o número 1 do Brasil volta às quadras no Masters 1000 de Madri, que começa no próximo dia 21. Mas seu enorme talento tem sido bastante elogiado pelo mundo afora.
Nesta semana, em São Paulo, dois ícones do tênis argentino, Gabriela Sabatini e Juan Martin Del Potro, não pouparam elogios a Joao Fonseca. Os dois hermanos são embaixadores do Roland Garros Junior Series, que reúne 32 tenistas sub-17 de 10 países. Como prêmio, o campeão e a campeã do torneio que acontece na Sociedade Harmonia de Tênis ganharão convite para disputar a chave juvenil do único Grand Slam no saibro.
- Podemos ver no João um grande jogo. Ele tem um jogo muito potente, muito sólido e muito efetivo, me lembra um pouco o Juan Martin (Del Potro, que estava ao seu lado na coletiva), além da sua mentalidade, sua fortaleza mental. Vemos ele muito determinado dentro de quadra. Essas são muito boas qualidades, gosta de competir - destacou.
Ainda sobre João Fonseca, a campeã do US Open de 1990 comentou sobre as expectativas do público brasileiro sobre o tenista, mesmo que tenha apenas 18 anos. A ex-terceira melhor do mundo ainda analisou o que João precisa fazer para lidar com a pressão vinda da torcida.
- Cria-se uma grande expectativa aqui no Brasil. Ele tem que trabalhar com isso também, pois não é fácil para um jogador de sua idade, com responsabilidades e expectativas sobre ele. Tem que focar em alcançar seus objetivos e essa paixão que tem vai levá-lo e traçar o seu caminho - disse Sabatini.

Del Potro concordou com a compatriota nas análises sobre João Fonseca. Além disso, ele reforçou a importância do brasileiro para o tênis sul-americano e destacou a necessidade de controlar a grande pressão enfrentada.
- O mundo do tênis está surpreso com ele, vemos muitos brasileiros o apoiando. Está despertando muito interesse no mundo do tênis - apontou o argentino, que completou:
- João depois de cada torneio joga melhor e melhor, tem potencial para jogar muito bem. Tem que poder controlar tanta pressão. Tanta gente comparando ele com Federer ou Djokovic ou Rafa ou Guga se vai ser o próximo sul-americano a ganhar um Grand Slam ou não. Muitas coisas que ter que aprender a controlar, mas o talento e o potencial ele tem seguramente.
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